sábado, 10 de janeiro de 2009

A verdadeira religião que Cristo nos ensinou

Jesus resumiu todos os mandamentos num só: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. A caridade é uma conseqüência deste amor. Fazer caridade sem sentir amor, sem sentir no coração a alegria de servir ao próximo é o mesmo que não fazer nada.
É ser como os hipócritas que saíam para dar esmolas na praça e tocavam trombetas para ser admirados. Cristo deixou claro que a recompensa eles já haviam recebido. Que a mão esquerda não saiba o que a direita estendeu para doar, porque tudo que é feito por vaidade, fica na vaidade a sua recompensa.
A fé sem obras pouco adianta. As obras da fé são: o amor, a prática da caridade, a oração. Servir ao próximo, quando puder, com prazer e alegria, é um bom começo. Cristo lavou os pés dos apóstolos para nos dar exemplo de como devemos tratar uns aos outros.
A Bíblia toda nos induz a insto, assim como as parábolas de Jesus Cristo. A do Bom Samaritano, por exemplo, é uma lição para aqueles que pensam que só os que batem no peito e dizem Senhor, Senhor, estão salvos. O samaritano era tido quase como um ateu. Era discriminado, tinha fama de não seguir os ensinamentos tradicionais e ser descuidado quanto sua fidelidade para com Deus, pois havia desobedecido uma lei mosaica em um detalhe que para Deus parecia não ter nenhuma importância. Cristo passou por Samaria e converteu a todos sem interferir na antiga questão com os judeus.
No entanto, apesar da fama, o samaritano foi o único que, ao deparar com um homem ferido no caminho, compadeceu-se dele e lhe prestou socorros levando-o até uma hospedaria onde se dispôs a pagar suas despesas até sua recuperação. Cristo deixou transparecer que este samaritano praticou plenamente a religião que ele ensinava e tinha muito mais méritos diante de Deus do que muitos dos seus discípulos que o criticava.
Na verdade a religião que Jesus nos deixou foi a que ostenta estes três itens: amar até os inimigos, fazer orações (especialmente em comunidade, pois “onde dois ou mais estiver reunidos em oração, eu estarei no meio deles”, disse o Mestre) e celebrar a sua memória. Daí o surgimento da igreja.
Quem quiser ser grande no reino de Deus, tem que ser humilde nesta vida, despojado de toda vaidade.
Assim como no caso da questão religiosa entre os judeus e os samaritanos, quantos detalhes que hoje em dia para Deus pode não ter importância nenhuma e, no entanto muitos que entenderam os ensinamentos sagrados de outra maneira, levam a sério demais certas diferenças insignificantes e se acham os donos da verdade tal como os fariseus que acreditavam ser os únicos escolhidos para o reino do Pai Eterno.

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